Ciência,
Por: 23 de julho de 2014

Teoria sugere que a velocidade da luz é mais lenta do que pensávamos

Em 1905, Albert Einstein calculou que a velocidade da luz, cerca de 299.792 km/s, permanecia constante ao viajar pelo vácuo.

Além disso, ele tinha outro argumento: nada poderia viajar mais rápido que a luz.

Embora a afirmação tenha sido aceita por várias décadas, um novo estudo sugere que Einstein foi controverso e errou a velocidade da luz. Ela é, aparentemente, mais lenta do que pensávamos.

O estudo foi conduzido pelo físico, de Baltimore, EUA, James Franson, que observou as partículas de luz da supernova SN 1987 e percebeu que elas chegaram cerca de 4,7 horas mais tarde do que o esperado.

 

1403867177297_wps_3_ca_December_11_1930_Origi

O colapso da estrela, que pôde ser visto da Terra, em 1987, desencadeou uma explosão de neutrinos, uma fraca interação de partículas subatômicas em um ambiente eletricamente neutro.

Se levarmos a teoria de Einstein em consideração, a explosão de luz de fibra óptica era para ter acontecido cerca de três horas antes e, daquele momento em diante, os pulsos deveriam ter mantido o mesmo ritmo, viajando à velocidade da luz. No entanto, a luz óptica chegou cerca de 7,7 horas após os neutrinos, ou seja, com 4,7 horas atrasadas.

Segundo Einstein, com a velocidade da luz, um viajante poderia dar a volta ao mundo 7,5 vezes em apenas um segundo. Em comparação, um passageiro em um avião a jato move-se em uma velocidade aproximada de 800 km/h e consegue atravessar os EUA em quatro horas.

 

A supernova explosion causes a bright gamma ray burst
Esse mais recente estudo sugere que a velocidade da luz pode ser mais lenta, porém é preciso maiores pesquisas para entender exatamente como o atraso ocorre em grandes distâncias. Os físicos da Universidade de Maryland acreditam que esse atraso poderia ser devido a uma desaceleração conhecida como “polarização no vácuo”, enquanto a luz viajava pelo espaço.

Dr. Franson argumenta que esse processo pode ter um impacto gradual sobre a velocidade do fóton, o que significa que, em distâncias superiores a 168 mil anos-luz, ele poderia ter sofrido um atraso de quase cinco horas.

Se o físico estiver correto, é o possível que os cientistas terão de recalcular tudo, desde a nossa distância ao Sol até alguns dos objetos mais distantes vistos em outras galáxias.

 

Fonte: DailyMail

Compartilhe:

O Autor

Arthur

Arthur

Discípulo de Java, sonysta, caixista, nintendista, pcsista e viciado em tecnologia.