Ciência,
Por: 29 de julho de 2014

Apenas um décimo do DNA humano faz algo importante e o resto são “partes inúteis”

Um estudo da Universidade de Oxford, publicado na PLOS Genetic, concluiu que apenas 8,2% do nosso DNA é realmente importante em nosso organismo. O resto poderia ser descartado, pois não tem função alguma – como o apêndice, por exemplo, que não faz nenhum bem, mas também não faz nenhum mal.

De acordo com o Dr. Gurton Lunter, principal pesquisador do estudo, o DNA restante poderia ser “jogado fora”, pois não teria um papel dentro do organismo. “A grande maioria está apenas ocupando espaço”, revelou, contrariando teorias anteriores que diziam que 80% de nosso DNA era “funcional”.

A importância de um estudo aprofundado, que pudesse desvendar como ‘separar’ o DNA funcional e o descartável, seria justamente para facilitar a medicina a descobrir novos métodos de cura e tratamento para algumas doenças. “De um ponto de vista médico, isso é essencial para interpretar o papel da variação genética humana na doença”, afirmou Chris Ponting, professor pesquisador da descoberta.

A estimativa de apenas 8,2% surgiu após comparação do DNA humano com o de vários outros mamíferos, por resquícios que permaneceram intactos mesmo com milhões de anos de evolução. Isso descrevia a taxa de DNA ‘relevante’. O DNA chamado de ‘descartável’, seria um DNA não codificado, sem sequência proteica.

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O Autor

Arthur

Arthur

Discípulo de Java, sonysta, caixista, nintendista, pcsista e viciado em tecnologia.